Um espaço para compartilhar visões sobre o futuro da nossa cidade
Se queremos uma cidade eficiente, a nossa prioridade deve ser investir no capital humano.
Sabe aquela consulta no posto de saúde, a aula que o seu filho recebe na escola municipal ou a limpeza da nossa rua logo cedo? Nada disso acontece por acaso. Por trás de cada serviço essencial em Bom Despacho, existe um servidor público dedicado. E é por acreditar que quem cuida da nossa gente merece ser cuidado que protocolei, no último dia 12 de janeiro, o Ofício nº 01/2026.
O meu pedido ao Prefeito Fernando Andrade é claro: precisamos ir além da simples correção da inflação. Precisamos de um aumento real nos salários do funcionalismo municipal.
A Revisão Geral Anual (RGA) é apenas uma reposição da inflação. Imagine que tudo no supermercado subiu de preço; a RGA serve apenas para que o salário do servidor não "encolha" diante desses novos valores. Na prática, ela não aumenta o poder de compra; ela apenas evita que o servidor fique mais pobre. É um direito previsto em lei para manter o básico.
Já o Aumento Real é a valorização de verdade. É quando o índice concedido é maior do que a inflação do período. Isso significa que, além de cobrir a alta dos preços, sobra um ganho real que aumenta o poder de compra do trabalhador. É esse reconhecimento que defendo, pois o servidor não pode apenas "empatar" com a inflação; ele precisa de um incentivo concreto para crescer junto com a cidade.
O que defendo agora é a valorização de verdade. Há anos que os nossos servidores não recebem um aumento real que signifique uma melhoria efetiva na sua qualidade de vida. Valorizar o servidor é:
Dar dignidade a quem dedica a vida ao município;
Atrair e manter bons profissionais em nossa rede de atendimento público;
Aquecer a economia local, já que o salário do servidor circula no comércio da nossa cidade.
Faço este pedido com os pés no chão. Como Vereador, entendo perfeitamente as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal e o orçamento municipal. No entanto, política é feita de prioridades. Se queremos uma cidade eficiente, a nossa prioridade deve ser investir no capital humano.
Com planejamento e uma gestão eficiente, é possível valorizar o servidor sem comprometer as contas públicas. É uma questão de justiça com quem carrega a nossa cidade nos ombros.
Qual a sua opinião? Acredita que a valorização do servidor público reflete diretamente na qualidade dos serviços que você recebe?
Igor Soares Vereador de Bom Despacho
20 de janeiro de 2026